quinta-feira, 25 de maio de 2017

Educação e a cultura do imediatismo: tempos contraditórios

Minha postagem hoje é inspirada pelas discussões da interdisciplina "Organização e gestão da Educação". Nessa atividade fomos convidadas a assistir uma entrevista com o sociólogo Zygmunt Bauman.

De acordo com a entrevista hoje vivemos uma passagem de uma sociedade baseada na produção para uma sociedade baseada no consumo e precisamos estar atentos para quais os reflexos dessa problemática para a Educação.

Bauman aponta na entrevista que a educação tem um papel tremendamente importante e para destacar essa importância relembra um ditado chinês que diz assim: se você planeja para um ano, semeie milho. Se você planeja para dez ano, plante uma árvore. Se você planeja para cem anos, eduque pessoas.

Com esse ditado Bauman nos alerta sobre a importância da educação para a construção da sociedade que queremos.

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

A importância do planejamento


Essa semana minha reflexão busca articular as diferentes interdisciplinas que temos participado como alunas nesse semestre e a minha experiência pela primeira vez em um curso realizado grande parte na modalidade EaD.

Um dos maiores aprendizados, tem relação com uma tarefa que como professora já estava habituada: O PLANEJAMENTO.

Cada semestre tenho me dado conta da importância do planejamento para poder dar conta das atividades das interdisciplinas, do trabalho na escola e da vida em família.

Acredito que com um bom planejamento podemos dar conta das diferentes demandas sem acumular muitas atividades para o final do semestre que já sabemos é um período que temos muita demanda na escola.

O vídeo nos ajuda a refletir de forma bastante criativa sobre a importância de planejar...


quinta-feira, 11 de maio de 2017

O que são e quais os objetivos de trabalharmos com projetos de aprendizagem?

Na interdisciplina de "Projetos em Ação" além de termos a oportunidade de como professoras utilizar a metodologia de projetos com nossos alunos estamos tendo a oportunidade de ampliar e aprofundar os conhecimento sobre essa metodologia de trabalho.

Ao decorrer das discussões realizadas no curso tenho compreendido que o trabalho através de projetos de aprendizagem tem como um dos principais objetivos a busca de informações, conhecimentos e aprendizagens que ajudem a esclarecer indagações e inquietações da nossa turma.

Para podermos utilizar essa metodologia estamos em uma etapa inicial com nossos alunos que é bem importante, essa etapa consiste em dois momentos: o primeiro onde realizamos um levantamento de questões de investigação e o segundo onde construímos o inventário de conhecimentos.

Para construir o inventário de conhecimentos precisamos responder a algumas perguntas:

- O que os alunos sabem?
- Com base em que fontes?
-  O que é preciso esclarecer/  validar?

Assim com essas informações construímos o nosso quadro de certezas provisórias e dúvidas temporárias.

Esse é um momento de troca muito rico entre a turma e o professor e que se bem explorado poderá gerar muitos frutos.

Fonte:
FAGUNDES, L. da C.; NEVADO, R. A. de; BASSO, M. V.; BITENCOURT, J.; MENEZES, C. S. de; MONTEIRO, V. C. P. C. Projetos de Aprendizagem - Uma Experiência Mediada por Ambientes Telemáticos. Revista Brasileira de Informática na Educação. Vol. 14, núm. 1, jan.-abril, 2006.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Babel

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A postagem que desejo fazer é sobre o livro que li nessas férias, e sobre a relação que estabeleci entre o livro e sobre a minha formação como pedagoga no PEAD.

O livro que gostaria de citar chama-se: “Babel: entre a incerteza e a esperança”  e foi escrito por Zygmunt Bauman e Ezio Mauro.

Nessa obra os autores estabelecem uma interlocução profícua sobre questões contemporâneas e nos convidam a repensar a importância do diálogo, como ferramenta para enfrentarmos alguns dos desafios que têm nos interpelado contemporaneamente. Dentre estes desafios, poderia destacar a individualidade, a exacerbação da competitividade e os sentimentos profundos de incerteza e solidão. Todavia, os autores apontam que esse diálogo que eles propõem não seria uma tarefa fácil e deveria pressupor uma disposição para a mudança, através do reconhecimento e da correção de nossos erros. Serenidade, equilíbrio e paciência, em suas palavras, seriam as chaves para que pudéssemos estabelecer tal dialogicidade. 

A partir da leitura comecei a refletir sobre a importância do diálogo para o nosso trabalho como professores e professoras e como só a partir da troca e da acolhida com os nossos pares poderemos enfim caminhar na busca por uma educação de mais qualidade. Finalizo essa postagem como uma citação da obra: 


Seja como for, eu continuo a repetir que, entre os veículos disponíveis para a viagem ao longo da estrada, é o diálogo sério, com disposição favorável, buscando a compreensão mútua e o benefício recíproco que merece mais confiança. (BAUMAN, 2016, p. 140)

BAUMAN, Zygmunt; MAURO, Ezio. Babel: entre a incerteza e a esperança. Rio de Janeiro, Zahar, 2016.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

E os adultos? Como aprendem?

Na interdisciplina de psicologia da Vida adulta fomos provocadas a refletir sobre como ocorre a aprendizagem na vida adulta.

De acordo com as discussões realizadas e o material de apoio disponibilizado pelas professoras podemos chegar a conclusão de que o adulto assim como a criança e o adolescente não aprende ouvindo respostas prontas, aprende resolvendo problemas que dizem respeito ao mundo físico ou social em que vive, e lançando hipóteses sobre as transformações que  devem ser implementadas.

Também foi importante retomar as fases de desenvolvimento de Piaget que já havíamos estudado em outros eixos. Para Piaget os estágios de  desenvolvimento obedecem a uma ordem de sucessão constante e apresentam idades variadas.

Os estágios podem ser divididos em quatro, com base na teoria piagetiana: 1- sensório- motor, 2- pré-operatório, 3- operatório- concreto, 4-operatório- formal.

Nessa interdisciplina vamos estudar especialmente o pensamento operatório- forma, por ser esse onde as características cognitivas são encontradas na maioria das pessoas a partir dos doze anos. As principais características dessa fase são:

1- refletir para além do real presente
2- refletir sobre as possibilidades
3- elaborar teorias
4- construir sistemas
5- pensar sobre o próprio pensamento
6- fazer planos



quinta-feira, 20 de abril de 2017

E as nossas postagens? São...

Nessa semana estamos realizando uma atividade bem interessante que consiste em analisar o portfólio dos colegas e o nosso e observar qual tipo de postagem tem predominado.

Para tanto primeiro fomos provocadas a pensar no que consiste o ato de refletir?

Segundo Freire "A reflexão é o movimento realizado entre o fazer e o pensar, entre o pensar e o fazer, ou seja, "no pensar para fazer" e no "pensar sobre o fazer".

Acredito que os nosso blogs ao constituírem-se como uma ferramenta onde somos desafiadas a refletir sobre a nossa formação articulando com nosso prática como professoras pode ser uma ferramenta que nos leva a pensar para fazer e principalmente pensar sobre o nosso fazer.

Para realizarmos a análise e auto-análise, conhecemos alguns tipos de postagens, entre as  quais destaco brevemente:

1- Descritiva- é aquela postagem onde descrevemos uma situação de sala de aula, ou de aprendizagem. Nesse tipo de postagem encontramos uma descrição sem reflexão ou questionamento da prática realizada.

2- Questionadora: Essas postagens não são apenas descrições de situações vivenciadas na escola ou sala de aula. Elas apresentam questionamentos e posicionamento pessoal sobre a prática docente realizada e as relações que podem ser estabelecidas a partir da situação descrita.

3- Reflexiva/ reconstrutiva: Ultrapassa a descrição e o questionamento a partir da busca de uma melhor compreensão da sua prática.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Professor Reflexivo


As reflexões no Seminário Integrador V tiveram como estopim o texto: Formação Reflexiva de professores- estratégias de supervisão, escrito por Alcarão, 1996.

Nesse texto a autora Isabel Alcarão nos provoca a pensar que a formação de professores reflexivos tem uma relação estreita com a constituição de alunos reflexivos. Para a autora o pensamento reflexivo:

"[...] É uma capacidade. Como tal não desabrocha espontaneamente, mas pode desenvolver-se. Para isso, tem de ser cultivado e requer condições favoráveis para o seu desabrochar". (ALCARÃO, p.9, 1996)

Acredito que o nosso processo de formação de pedagogas no PEAD segue nessa linha argumentativa, onde não se parte de uma concepção espontaneísta de que em algum momento iremos tornar a nossa prática docente reflexiva por natureza, mas que precisamos de estímulo, reflexão e até um pouco de cobrança para que possamos tornar nossas práticas mais criticas e reflexivas.

Referências:

ALCARÃO, Isabel. Formação reflexiva de professores: estratégias de supervisão. Porto, Portugal, 1996.



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