Essa semana na interdisciplina de Organização e Gestão da Educação, fomos convidadas a assitir um programa realizado pela TV escola sobre o tema da qualidade da Educação. São algumas reflexões suscitadas a partir do programa que compartilho com vocês hoje. Após ver o programa percebi o quanto o
conceito de qualidade na educação é bastante polissêmico e um campo de disputa
e de fortes relações de poder. A professora Dalila de Oliveira destacou que a
qualidade em um país tão desigual como o Brasil passa por políticas de acesso
cada vez mais ampliadas e inclusivas.
Outro elemento importante relativo a qualidade
destacado pelo professor Luís Dourado, no programa, refere-se a considerarmos sempre que
pensamos em qualidade da educação, atentarmos para as fortes assimetrias entre
regiões brasileiras e entre os sistemas de ensino. O professor também refere-se aos fatores intra e extra escolares que devem ser considerados. Como fatores intra escolares Dourado destaca: bons professores, infraestrutura e livros didáticos, por exemplo. E por fatores extra –escolares Dourado vai destacar às condições de vida dos alunos e de suas
família, seu contexto social e cultural.
Assim precisamos como futuras pedagogas estarmos atentas para a discussão sobre qualidade na educação e buscar compreender quando essa discurso está circulando: quem está falando? De onde? E com que interesse?
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segunda-feira, 3 de julho de 2017
quarta-feira, 14 de junho de 2017
Administração empresarial Vs. Administração educacional
Nessa postagem gostaria de compartilhar uma reflexão derivada dos estudos na interdisciplina de organização e gestão da Educação. Quero refletir sobre a importância de uma administração escolar que leve em conta os princípios da Gestão democrática em detrimento de um modelo de administração empresarial à ser aplicado nas escolas em nome de uma maior eficiência nos processos educacionais.
Com base nas discussões realizadas na interdisciplina e a partir dos diferentes exemplos apontados por nossas colegas nos fóruns podemos compreender que a gestão das instituições escolares tem se configurado de diferentes formas e com diferentes perspectivas. Mesmo que após as leituras realizadas aqui compreendamos que a gestão democrática seja um dos princípios da organização da educação assegurados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. (9394/96)
Com base nas reflexões de Dourado et. al., que estudamos essa semana, sobre a organização da educação escolar no Brasil a partir de uma perspectiva da gestão democrática, podemos compreender que a administração mesmo que tradicionalmente ligada às ideias de controle, produtividade e eficiência característicos do modo de produção capitalista enquanto uma atividade essencialmente humana precederia a organização da sociedade sob uma ótica capitalista. Assim podemos compreender administração como uma utilização de recursos para atingir determinados fins. (PARO, 1999)
Assim uma escola deve ter um processo de administração que leve em conta a natureza do processo pedagógico da instituição escolar e não uma administração empresarial.
Nas últimas escolas onde tenho atuado, infelizmente, não percebo uma gestão que considere os aspectos e características do processo educacional. Na verdade tenho visto uma defesa por alunos, que são quase descritos como "clientes" que devem ter seus interesses contemplados e atendidos. Também observo uma cobrança da secretária de educação pela melhora de índices a partir de avaliações de larga escala e de atrelamento a melhorias nos planos de carreiras dos professores medidos pela "eficiência" do seu trabalho através desses resultados.
Considero assim discussões como essas importantes para que possamos compreender e refletir sobre as diferenças que devem ser consideradas no trabalho de gestão educacional.
DOURADO, Luiz Fernandes. MORAES, Karine Nunes de. OLIVEIRA, João Ferreira. Gestão Escolar Democrática: definições, princípios, mecanismos de sua implementação. 13 p. Disponível em:< https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1224443>. Acesso em 30 maio 2017.
DOURADO, Luiz Fernandes. MORAES, Karine Nunes de. OLIVEIRA, João Ferreira. Gestão Escolar Democrática: definições, princípios, mecanismos de sua implementação. 13 p. Disponível em:< https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1224443>. Acesso em 30 maio 2017.

quinta-feira, 8 de junho de 2017
Autonomia e a Gestão da Educação
Na interdisciplina de Organização e Gestão da Educação estamos estudando alguns conceitos importantes para o campo educacional. Assim estamos construindo coletivamente um glossário a partir de tais conceitos.
Um dos conceitos que muito me interessou e que eu busquei mais informações é o conceito de autonomia.
Compartilho algumas das minha descobertas:
Um dos conceitos que muito me interessou e que eu busquei mais informações é o conceito de autonomia.
Compartilho algumas das minha descobertas:
1- De acordo com o dicionário a palavra autonomia pode nos remeter a diferentes significados, cito alguns aqui: 1- Faculdade de um país, ou de uma região de se administrar por suas próprias lei. 2- Independência administrativa em relação a um poder central. 3- Liberdade moral ou intelectual. (Dicionário Pribermam https://www.priberam.pt/dlpo/autonomia)
2- Já se recorrermos a etimologia da palavra podermos compreender um pouco mais sobre o seu significado. A palavra autonomia vem do grego Autós que remete a ideia de "Próprio, si mesmo" e Nomos que remete à nomes e pode dar a compreensão de normas e regras. Assim a palavra viria da ideia de compreendemos por nós mesmos normas e regras. (https://www.gramatica.net.br/origem-das-palavras/etimologia-de-autonomia/)
3- Podemos ainda ampliar a discussão sobre autonomia tomando como base as discussões estabelecidas pelo filósofo Immnuel Kant (http://www.infoescola.com/biografias/immanuel-kant/) que nos apresentou importantes discussões relacionadas a essa temática, mostrando que autonomia teria relação com o sujeito não abdicar sua capacidade de pensar, tutelando ao outro. Vale a pena conferir esse vídeo sobre a questão:
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Educação e a cultura do imediatismo: tempos contraditórios
Minha postagem hoje é inspirada pelas discussões da interdisciplina "Organização e gestão da Educação". Nessa atividade fomos convidadas a assistir uma entrevista com o sociólogo Zygmunt Bauman.
De acordo com a entrevista hoje vivemos uma passagem de uma sociedade baseada na produção para uma sociedade baseada no consumo e precisamos estar atentos para quais os reflexos dessa problemática para a Educação.
Bauman aponta na entrevista que a educação tem um papel tremendamente importante e para destacar essa importância relembra um ditado chinês que diz assim: se você planeja para um ano, semeie milho. Se você planeja para dez ano, plante uma árvore. Se você planeja para cem anos, eduque pessoas.
Com esse ditado Bauman nos alerta sobre a importância da educação para a construção da sociedade que queremos.
De acordo com a entrevista hoje vivemos uma passagem de uma sociedade baseada na produção para uma sociedade baseada no consumo e precisamos estar atentos para quais os reflexos dessa problemática para a Educação.
Bauman aponta na entrevista que a educação tem um papel tremendamente importante e para destacar essa importância relembra um ditado chinês que diz assim: se você planeja para um ano, semeie milho. Se você planeja para dez ano, plante uma árvore. Se você planeja para cem anos, eduque pessoas.
Com esse ditado Bauman nos alerta sobre a importância da educação para a construção da sociedade que queremos.
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