Nessa semana estamos realizando uma atividade bem interessante que consiste em analisar o portfólio dos colegas e o nosso e observar qual tipo de postagem tem predominado.
Para tanto primeiro fomos provocadas a pensar no que consiste o ato de refletir?
Segundo Freire "A reflexão é o movimento realizado entre o fazer e o pensar, entre o pensar e o fazer, ou seja, "no pensar para fazer" e no "pensar sobre o fazer".
Acredito que os nosso blogs ao constituírem-se como uma ferramenta onde somos desafiadas a refletir sobre a nossa formação articulando com nosso prática como professoras pode ser uma ferramenta que nos leva a pensar para fazer e principalmente pensar sobre o nosso fazer.
Para realizarmos a análise e auto-análise, conhecemos alguns tipos de postagens, entre as quais destaco brevemente:
1- Descritiva- é aquela postagem onde descrevemos uma situação de sala de aula, ou de aprendizagem. Nesse tipo de postagem encontramos uma descrição sem reflexão ou questionamento da prática realizada.
2- Questionadora: Essas postagens não são apenas descrições de situações vivenciadas na escola ou sala de aula. Elas apresentam questionamentos e posicionamento pessoal sobre a prática docente realizada e as relações que podem ser estabelecidas a partir da situação descrita.
3- Reflexiva/ reconstrutiva: Ultrapassa a descrição e o questionamento a partir da busca de uma melhor compreensão da sua prática.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Professor Reflexivo
As reflexões no Seminário Integrador V tiveram como estopim o texto: Formação Reflexiva de professores- estratégias de supervisão, escrito por Alcarão, 1996.
Nesse texto a autora Isabel Alcarão nos provoca a pensar que a formação de professores reflexivos tem uma relação estreita com a constituição de alunos reflexivos. Para a autora o pensamento reflexivo:
"[...] É uma capacidade. Como tal não desabrocha espontaneamente, mas pode desenvolver-se. Para isso, tem de ser cultivado e requer condições favoráveis para o seu desabrochar". (ALCARÃO, p.9, 1996)
Acredito que o nosso processo de formação de pedagogas no PEAD segue nessa linha argumentativa, onde não se parte de uma concepção espontaneísta de que em algum momento iremos tornar a nossa prática docente reflexiva por natureza, mas que precisamos de estímulo, reflexão e até um pouco de cobrança para que possamos tornar nossas práticas mais criticas e reflexivas.
Referências:
ALCARÃO, Isabel. Formação reflexiva de professores: estratégias de supervisão. Porto, Portugal, 1996.
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Projetos em ação
Essa postagem é uma reflexão que realizo a partir das leituras realizadas na interdisciplina de projetos em ação.
A primeira leitura foi do texto intitulado "La prática educativa. Cómo enseñar" escrito por Antoni Zabala e nos ajuda a pensar sobre as diferentes formas que como professoras podemos organizar os conteúdos.
Segundo o autor historicamente temos duas estratégias que tem sido utilizadas para a organização dos conteúdos. A primeira que ele nomeia como forma tradicional centrada em uma disciplina e outras que se organizam de forma mais interdisciplinar.
Em contrapartida à essas concepções o autor apresenta a proposta dos métodos globalizantes. A chave que articula tais métodos é que eles nunca tomam as disciplinas como ponto de partida. Assim nas palavras do autor:
"Os conteúdos das atividades e das unidades didáticas saltam de uma matéria para a outra sem perder continuidade"
Assim podemos identificar que a principal distinção nas abordagens apresentadas pelo autor constitui-se na concepção do papel do ensino que permeia cada uma delas. Se nos modelos disciplinares a prioridade básica seria as matérias e sua aprendizagem nos métodos globalizados a prioridade encontra-se na atenção aos alunos e suas necessidades.
A segunda leitura encontra-se extremamente articulada com a primeira, no texto "um mapa para iniciar um percurso" escrito por Fernando Hernández podemos encontrar uma defesa do autor a partir da concepção de projetos de trabalho. Nessa concepção caberia a nós professores compreender e construir uma escola como geradora de cultura e não só de aprendizagens e conteúdos.
A partir da sistematização a cima proposta podemos inferir que o trabalho por projetos não é simples, mas pode constituir-se como um desafio potente para aqueles que desejam construir a educação de novos modos.

Referências:
HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho, 1998.
ZABALA, Antoni. La práctica educativa. Cómo enseñar. 2008.
A primeira leitura foi do texto intitulado "La prática educativa. Cómo enseñar" escrito por Antoni Zabala e nos ajuda a pensar sobre as diferentes formas que como professoras podemos organizar os conteúdos.
Segundo o autor historicamente temos duas estratégias que tem sido utilizadas para a organização dos conteúdos. A primeira que ele nomeia como forma tradicional centrada em uma disciplina e outras que se organizam de forma mais interdisciplinar.
Em contrapartida à essas concepções o autor apresenta a proposta dos métodos globalizantes. A chave que articula tais métodos é que eles nunca tomam as disciplinas como ponto de partida. Assim nas palavras do autor:
"Os conteúdos das atividades e das unidades didáticas saltam de uma matéria para a outra sem perder continuidade"
Assim podemos identificar que a principal distinção nas abordagens apresentadas pelo autor constitui-se na concepção do papel do ensino que permeia cada uma delas. Se nos modelos disciplinares a prioridade básica seria as matérias e sua aprendizagem nos métodos globalizados a prioridade encontra-se na atenção aos alunos e suas necessidades.
A segunda leitura encontra-se extremamente articulada com a primeira, no texto "um mapa para iniciar um percurso" escrito por Fernando Hernández podemos encontrar uma defesa do autor a partir da concepção de projetos de trabalho. Nessa concepção caberia a nós professores compreender e construir uma escola como geradora de cultura e não só de aprendizagens e conteúdos.
A partir da sistematização a cima proposta podemos inferir que o trabalho por projetos não é simples, mas pode constituir-se como um desafio potente para aqueles que desejam construir a educação de novos modos.

Referências:
HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho, 1998.
ZABALA, Antoni. La práctica educativa. Cómo enseñar. 2008.
terça-feira, 4 de abril de 2017
Eternos adolescentes...
Antes de iniciarmos nossos encontros presenciais na interdisciplina de "Psicologia da vida adulta" fomos desafiadas a inserir em um fórum nossos questionamentos sobre essa fase da vida.
Eu gostaria de saber sobre aqueles que tem sido nomeados como "eternos adolescentes" que nunca saem da casa dos pais. Fico então me perguntando se esse é mesmo um fato que não ocorria e quais os motivos que tem produzido esse fenômeno?
Achei uma matéria interessante no site da Revista Galileu que discute essa questão. Na matéria a educadora Tania Zagury fala sobre "a doce vida dos filhos- cangurus". Para a educadora:
"Os jovens de agora herdaram tudo isso de bandeja. Não há mais um confronto de gerações tão acirrado. Os pais procuram dar a eles a liberdade que não tiveram em seu tempo. Os filhos fazem o que bem entendem, não dão satisfação de horários, têm o seu próprio carro e muitos levam seus namorados para transarem em casa. Além disso, têm comida na hora, roupa lavada e passada. Que razão teriam para abrir mão de tudo isso?"
Confira a matéria inteira acessando o link:
http://galileu.globo.com/edic/95/comportamento1.
terça-feira, 28 de março de 2017
Volta às aulas!
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Começo minhas reflexões no blog 2017/01 com um dos aprendizados mais marcantes da minha trajetória no curso de Pedagogia!
Pensar na possibilidade de construção de escolas que sejam possibilidade de dar asas para os nossos alunos foi uma das questões mais levantadas também no meu grupo de worckschop na semana passada!
Desejo então que nesse semestre todas tenhamos possibilidade de voar e assim encorajar nossos alunos a voarem conosco!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Multiplicação e divisão na Educação Infantil
Nessa semana fomos desafiadas a refletir sobre como trabalhamos com os conceitos de multiplicação e divisão com nossos alunos.
Confesso que quando li a propostta fiquei assustada e meu susto foi pois eu tinha
certeza de que não trabalhava com multiplicação e divisão com meus alunos,
afinal sou professora da Educação Infantil.
Depois comecei a refletir e me dei
conta de que em vários momentos da minha prática docente provoco meus alunos a
refletirem e criarem hipóteses que envolvem sim operações de multiplicação e
divisão.
Durante
o lanche, por exemplo quando as bolachas do pacote que estava separado para nossa
turma estão acabando e temos por exemplo 10 bolachas e 5 alunos ainda querem,
eu peço para que eles dividam. E mesmo sendo muito pequenos eles conseguem
realizar a atividade com sucesso.
Após
a leitura do texto, selecionado para essa semana, desejo potencializar as atividades que já desenvolvo com
meus alunos, dando foco para duas ações que são apontadas na leitura: O jogo e
a resolução de problemas.
Segundo
o texto o jogo é uma atividade propicia para introduzir o trabalho com campos
conceituais pois através dele as crianças estão mais livres das exigências
habituais e podem se valer de todo tipo de procedimento.
Ainda
na abordagem de campos conceituais é importante assumirmos a compreensão de que
o que está em jogo na resolução de um problema deve vir antes da sistematização
de um procedimento para solucioná-lo. Assim não é porque os alunos estão na
Educação infantil e não conhecem as operações formais de multiplicação e
divisão que eles não possam resolver pequenos desafios que envolvam esses
campos conceituais.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
A reforma do Ensino Médio no RS e a Educação na Finlândia
Você deve estar pensando: O que a Reforma do Ensino Médio no RS, tem haver com a Educação na Finlândia?
A priori eu também não conseguiria estabelecer essa relação, mas essa semana iniciamos os estudos na interdisciplina: Escola, Projeto Pedagógico e Currículo e fomos provocadas pela professora Silvana Coberlini a estabelecer essa relação.
Lemos uma entrevista sobre a Reforma da Professora Carmem Craidy, que você pode ler nesse link:
http://www.sul21.com.br/jornal/reforma-do-ensino-medio-e-arcaica-ate-do-ponto-de-vista-de-uma-formacao-para-o-mercado/
Depois assistimos a esse pequeno vídeo sobre a Educação na Finlândia:
A priori eu também não conseguiria estabelecer essa relação, mas essa semana iniciamos os estudos na interdisciplina: Escola, Projeto Pedagógico e Currículo e fomos provocadas pela professora Silvana Coberlini a estabelecer essa relação.
Lemos uma entrevista sobre a Reforma da Professora Carmem Craidy, que você pode ler nesse link:
http://www.sul21.com.br/jornal/reforma-do-ensino-medio-e-arcaica-ate-do-ponto-de-vista-de-uma-formacao-para-o-mercado/
Depois assistimos a esse pequeno vídeo sobre a Educação na Finlândia:
E assim fica fácil fazer algumas relações. Eu destaquei três pontos que gostaria de compartilhar e refletir com vocês:
1- O primeiro elemento que gostaria de destacar no vídeo
relacionando com a entrevista da professora Carmem Craidy sobre a Reforma do
Ensino Médio tem relação com a ampliação da
carga horária dos
alunos na escola. Segundo a entrevista esse aumento da carga horária só
produziria mais desgaste e sobrecarregaria os professores que atuam nas escola.
O Vídeo mostra que a Finlândia melhorou seus índices na Educação não ampliando
a carga horária, mas ao contrário, diminuindo garantindo assim que as crianças
e adolescentes tenham tempo livre para poder construir/ vivenciar outras
experiências.
2- O segundo ponto que desejo destacar refere-se a não obrigatoriedade de disciplinas como
artes, educação física, sociologia e filosofia. Na entrevista a professora
Carmem destaca a importância desses componentes curriculares para a formação de
nossos jovens. No vídeo também fica visível o quanto diferentes áreas do saber
são acionadas pelos professores, com o objetivo de auxiliar, como diz uma das
professoras no vídeo os jovens a usarem de forma cada vez mais qualificada seus
cérebros, nas palavras da professora: "Nós tentamos ensinar-lhes tudo
aquilo que necessitam de modo a que possam usar efetivamente os seus cérebros o
melhor que puderem incluindo educação física, artes, música tudo o que possa de
fato fazer com que o cérebro trabalhe melhor.
3- O
terceiro e último destaque refere-se a utilização de testes padronizados. Sabe-se que uma das justificativas para essa
reforma é o baixo desempenho dos estudantes em avaliações de larga- escala e
padronizadas. Como podemos observar no vídeo a Finlândia melhora sua qualidade
na educação virando as costas para esses instrumentos e ouvindo seu corpo
docente e principalmente seus alunos. Assim o índice de qualidade na Educação
não deveria ser medido apenas por avaliações que só tem produzido o rankeamento
das escolas e o aumento da precarização na Educação.
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