segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Seriação na Educação Infantil...

"Para que o aluno aprenda matemática, ele precisa se sentir seguro diante de sua representação, precisa descobrir o caminho de uma relação menos angustiante, substituindo o caráter que o oprime na aprendizagem pela alegria da descoberta, para que juntos, aluno e professor, possam aprender, criar e recriar seus conhecimentos." (LOURENÇO, BAIOCHI e TEIXEIRA, p.33, 2012).

Instigada pelos estudos realizados na interdisciplina de representação do mundo pela matemática e buscando compartilhar algumas das atividades que tenho realizado com meus alunos a partir do que estamos estudando no curso, compartilho com vocês um vídeo de uma conversa que tive co meus alunos sobre SERIAÇÃO: 


https://www.youtube.com/watch?v=-g7WE3MT8PQ&feature=youtu.be



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Reflexões sobre o tempo e o espaço na escola...



"O desafio é constituirmos a escola num outro tempo, num tempo da Atualidade, onde o foco no presente nos faria viver cada momento como um acontecimento, sem pretensões de somar o número de aprendizagens para quantificá-la ao final do ano letivo, onde a vivência do processo educacional fosse prazerosa cotidianamente. A mudança que se requer é no como vivenciamos, os tempos de aprendizagem e pedagógico independentemente do tempo de permanência que temos, alunos e alunas, professores e professoras, na escola." (OLIVEIRA et al. p. 10, 2009)

Na última semana na interdisciplina de Representação do mundo pelos Estudos Sociais, realizamos uma reflexão sobre os tempos e espaços escolares.

Com base no texto de Oliveira et al. (2009) tivemos a oportunidade de compreender como o tempo e o espaço tem sido historicamente organizado nas instituições escolares e quais objetivos eram almejados com essa organização. Assim dentro da organização de tempos e espaços da escola, na Modernidade foi possível visualizar que os alunos eram hierarquizados com objetivo de homogeneização das turmas. Pois era necessário que todos se encontrassem no mesmo ponto de desenvolvimento para ocupar um determinado lugar em um determinado espaço.

As autoras então, nos provocam a pensar que na Atualidade deveríamos repensar essa organização do tempo e do espaço, com objetivos apenas mensuráveis de quantificação das aprendizagens, e pensarmos quais possibilidades poderiam ser construídas para que pudêssemos como professores e alunos nos relacionarmos de uma forma diferente com tempo e o espaço, vivenciando processos pedagógicos de mais qualidade, como na citação que eu trouxe para abrir essa postagem.

Referências:
OLIVEIRA, Cristiane et al. Questões sobre o tempo no espaço escolar. Disponível em: <http://www.ufjf.br/espacoeducacao/files/2009/11/cc07_1.pdf> Acesso em 20 set. 2016.



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Sobre alfabetização matemática...

"Por tanto, alfabetizar matematicamente é ir além do saber escrever e ler um algarismo, é construir na criança a percepção de quantidade e o símbolo. Trazê-la para o mundo dos números requer muita atenção e vontade do profissional". (LOURENÇO, BAIOCHI e TEIXEIRA, p.39, 2012).

Nesse semana estamos estudando sobre a importância de trabalharmos com a alfabetização matemática na Educação Básica. Assim estudamos vários conceitos. Essa semana a ênfase foi nos conceitos de CLASSIFICAÇÃO e SERIAÇÃO.

No texto estudado as autoras Lourenço, Baiochi e Teixeira(2012) com base em Toledo(1997) mostram que classificar é uma operação lógica de importância fundamental em nossa vida, pois nos ajuda a organizar a realidade que nos cerca.

também com base em Toledo, as autoras apontam que enquanto a classificação repete as semelhanças entre os elementos, a seriação trabalha mais com a diferenças. Nas palavras das autoras: "Quando estamos seriando os objetos estabelecemos entre eles uma relação de diferença que possa ser quantificada permitindo que os elementos sejam colocados em ordem crescente ou decrescente".(LOURENÇO, BAIOCHI e TEIXEIRA, p.34, 2012).

Estou pensando em várias atividades para realizar com os meus alunos envolvendo estes conceitos. Fiquem atentos pois logo pretendo postar algumas dessas atividades por aqui. Ok?

Abraços e uma ótima semana para todos!

Referências:

LOURENÇO, Edvânia Maria da Silva, BAIOCHI, Vivian Tammy. TEIXEIRA, Alessandra Carvalho. Alfabetização matemática nas séries iniciais: O que é? Como fazer?. Revista da Universidade de Ibirapuera. São Paulo, V.4, p. 32-39, Jul/Dez, 2012.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Sobre experiências de "escolas asa..."

"Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado."

Rubem Alves

Essa semana no seminário integrador IV, fomos brindadas com um brilhante texto do pensador Rubem Alves sobre escolas gaiolas e escolas asas.

Também fomos provocadas a refletirmos sobre quais práticas pedagógicas realizamos que podem se constituir como experiências de "escolas asas" 

Trabalho há bastante tempo na Educação Infantil e cada vez mais tenho refletido sobre como a rotina nesse espaço têm funcionado como uma espécie, utilizando a metáfora de Rubem Alves, de "gaiola". que prende e limita as possibilidades dos alunos viverem suas infâncias e  de professores criarem com autoria suas práticas pedagógicas. 

Assim trago uma experiência que realizei motivada pela leitura do texto, onde ao sair com meus alunos do espaço escolar e ir até uma praça que fica localizada na frente da escola, pudemos, vivenciar alguns momentos de "escola asa". 

Compartilho algumas imagens desse momento: (Todas as imagens tem autorização para serem publicadas) 







Referência:
ALVES, Rubem. Gaiolas ou asas? In: ALVES, Rubem. Por uma educação romântica. Campinas: Papirus, 2002, p. 29-32. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Sobre o ensino de Geografia e Cartografia na Educação Infantil

Na disciplina de "Representação do mundo pelos estudos sociais" refletimos sobre a importância do trabalho com Geografia e Cartografia no ensino básico.

A partir da leitura de um texto escrito por Catrogiovanni e Costella, pude compreender que é a Cartografia que instrumentaliza os sujeitos a lerem o mundo de forma mais complexa, pois oportuniza, em parte, a interação significativa com os símbolos que dele fazem parte.

Os autores também nos provocam a pensar que a Geografia ensina a ler o mundo com o auxílio da Cartografia através da abstração espacial

Após trazer exemplos práticos de atividades realizadas com alunos sobre o ensino de Geografia através da Cartografia os autores concluem o texto com a seguinte afirmativa:

"Conhecer é um processo de investigação e descoberta individual, cabe ao professor provocar esse ato"

Fiquei então pensando como professora de educação infantil, quais atividades eu poderia oferecer para os meus alunos que desenvolvessem habilidades voltadas para o trabalho com noções espaciais utilizando elementos da Geografia e da Cartografia. Seria possível?

Logo lembrei que uma atividade que realizo semanalmente com meus alunos consiste em caminhadas pelos arredores da escola, onde conversamos sobre os diferentes elementos que compõe o contexto do entorno escolar.

Assim desejo potencializar esses momentos, com base nos elementos do texto. Estou planejando construir uma maquete com meus alunos para representarmos os elementos que observamos em nossos passeios semanais.

Assim que a atividade for realizada posto aqui algumas fotos para contar como foi? Certo?

Uma ótima semana para todos...

Referências:

CASTROGIOVANNI, Antonio; COSTELLA, Roselane. Geografia e a cartografia escolar no ensino básico: uma relação complexa - percursos e possibilidades. In: SEBASTIÁ, Rafael; TONDA, Emilia. La investigación e innovación en la enseñanza de la Geografía. Alicante: UNE, 2016, p.15-26.


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Sobre escrita e autoria

Nessa semana estamos estudando sobre escrita e autoria no seminário integrador IV. Para isso aprendemos um pouco mais sobre as diferentes formas que um textos pode ter.

De acordo com o material estudado um texto pode ser:

ARGUMENTATIVO: Nesse texto estaria visível a preocupação do autor em convencer o seu leitor com relação à seus argumentos.

DISSERTATIVO: Esse formato de texto tem como objetivo tecer um panorama e explicar ideias relacionadas à sua interpretação acerca de uma temática especifica.

DESCRITIVO: Consiste na representação verbal de um objeto, coisa, ser, paisagem ou até um sentimento. Tem como principal objetivo descrever o fenômeno, acontecimento, ou objeto para o seu leitor.

NARRATIVO: Apresenta uma sequencia de ações em um tempo e espaço em que as pessoas intervêm e inclui o locutor.

O texto ARGUMENTATIVO precisa contemplar alguns aspectos como:

1- Unidade na escrita
2- Buscar o convencimento do leitor
3- Preocupação em formar a opinião do leitor
4- Citação de textos
5- Ilustração dos argumentos como exemplos

Encerro essa postagem com uma reflexão da autora Clarice Lispector sobre o ato de escrever, que acredito vem ao encontro do que estamos estudando:






sábado, 3 de setembro de 2016

Reflexão sobre avaliação das aprendizagens!



Essa semana voltamos as atividades do segundo semestre! Voltamos cheias de expectativas, novidades, medos, alegrias... Assim fomos acolhidas pelas professoras e pela equipe de tutores do seminário integrador IV, com uma conversa para poder tirar dúvidas e planejar o semestre que vem aí!

Uma das discussões realizadas foi relativa ao "worckshop de aprendizagens" e as avaliações realizadas por nossos pares- ou seja- nossas colegas do curso de Pedagogia.

É interessante refletir como a avaliação ainda parece um assunto tão controverso e que gera tantos debates... Ao pesquisar um pouco mais sobre essa temática lembrei da discussão proposta por Cipriano Luckesi sobre "avaliação da aprendizagem". Segundo Luckesi o ato de avaliar tem como objetivo diagnosticar uma experiência e escolher estratégias para obter um resultado mais satisfatório. Assim na "avaliação da aprendizagem", o instrumento utilizado deve possibilitar que o professor tenha elementos para refletir sobre como as aprendizagens dos seus alunos estão ocorrendo e quais estratégias eu devo desenvolver para produzir aprendizagens mais satisfatórias.

Penso que a experiência do "worckshop de aprendizagens" pode se constituir como um exemplo importante disso que Luckesi nomeia como "avaliação da aprendizagem".

Outro elemento importante na reflexão de Luckesi sobre avaliação é a distinção que ele realiza sobre: exame e avaliação. Segundo o autor nossas escolas tem realizado mais exames do que avaliação. O autor justifica essa afirmação explicando as principais diferenças entre o ato de examinar e o ato de avaliar, que são:

EXAMINAR
AVALIAR
Pontual
Não pontual/ Leva em consideração o processo
Classificatório
Dinâmica
Seletivo/ excludente
Includente

Vale a pena assistir esse vídeo para seguir refletindo sobre as questões apontadas por Luckesi:



DESEJO UM ÓTIMO SEMESTRE PARA TODOS NÓS!