terça-feira, 28 de março de 2017
Volta às aulas!
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Começo minhas reflexões no blog 2017/01 com um dos aprendizados mais marcantes da minha trajetória no curso de Pedagogia!
Pensar na possibilidade de construção de escolas que sejam possibilidade de dar asas para os nossos alunos foi uma das questões mais levantadas também no meu grupo de worckschop na semana passada!
Desejo então que nesse semestre todas tenhamos possibilidade de voar e assim encorajar nossos alunos a voarem conosco!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Multiplicação e divisão na Educação Infantil
Nessa semana fomos desafiadas a refletir sobre como trabalhamos com os conceitos de multiplicação e divisão com nossos alunos.
Confesso que quando li a propostta fiquei assustada e meu susto foi pois eu tinha
certeza de que não trabalhava com multiplicação e divisão com meus alunos,
afinal sou professora da Educação Infantil.
Depois comecei a refletir e me dei
conta de que em vários momentos da minha prática docente provoco meus alunos a
refletirem e criarem hipóteses que envolvem sim operações de multiplicação e
divisão.
Durante
o lanche, por exemplo quando as bolachas do pacote que estava separado para nossa
turma estão acabando e temos por exemplo 10 bolachas e 5 alunos ainda querem,
eu peço para que eles dividam. E mesmo sendo muito pequenos eles conseguem
realizar a atividade com sucesso.
Após
a leitura do texto, selecionado para essa semana, desejo potencializar as atividades que já desenvolvo com
meus alunos, dando foco para duas ações que são apontadas na leitura: O jogo e
a resolução de problemas.
Segundo
o texto o jogo é uma atividade propicia para introduzir o trabalho com campos
conceituais pois através dele as crianças estão mais livres das exigências
habituais e podem se valer de todo tipo de procedimento.
Ainda
na abordagem de campos conceituais é importante assumirmos a compreensão de que
o que está em jogo na resolução de um problema deve vir antes da sistematização
de um procedimento para solucioná-lo. Assim não é porque os alunos estão na
Educação infantil e não conhecem as operações formais de multiplicação e
divisão que eles não possam resolver pequenos desafios que envolvam esses
campos conceituais.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
A reforma do Ensino Médio no RS e a Educação na Finlândia
Você deve estar pensando: O que a Reforma do Ensino Médio no RS, tem haver com a Educação na Finlândia?
A priori eu também não conseguiria estabelecer essa relação, mas essa semana iniciamos os estudos na interdisciplina: Escola, Projeto Pedagógico e Currículo e fomos provocadas pela professora Silvana Coberlini a estabelecer essa relação.
Lemos uma entrevista sobre a Reforma da Professora Carmem Craidy, que você pode ler nesse link:
http://www.sul21.com.br/jornal/reforma-do-ensino-medio-e-arcaica-ate-do-ponto-de-vista-de-uma-formacao-para-o-mercado/
Depois assistimos a esse pequeno vídeo sobre a Educação na Finlândia:
A priori eu também não conseguiria estabelecer essa relação, mas essa semana iniciamos os estudos na interdisciplina: Escola, Projeto Pedagógico e Currículo e fomos provocadas pela professora Silvana Coberlini a estabelecer essa relação.
Lemos uma entrevista sobre a Reforma da Professora Carmem Craidy, que você pode ler nesse link:
http://www.sul21.com.br/jornal/reforma-do-ensino-medio-e-arcaica-ate-do-ponto-de-vista-de-uma-formacao-para-o-mercado/
Depois assistimos a esse pequeno vídeo sobre a Educação na Finlândia:
E assim fica fácil fazer algumas relações. Eu destaquei três pontos que gostaria de compartilhar e refletir com vocês:
1- O primeiro elemento que gostaria de destacar no vídeo
relacionando com a entrevista da professora Carmem Craidy sobre a Reforma do
Ensino Médio tem relação com a ampliação da
carga horária dos
alunos na escola. Segundo a entrevista esse aumento da carga horária só
produziria mais desgaste e sobrecarregaria os professores que atuam nas escola.
O Vídeo mostra que a Finlândia melhorou seus índices na Educação não ampliando
a carga horária, mas ao contrário, diminuindo garantindo assim que as crianças
e adolescentes tenham tempo livre para poder construir/ vivenciar outras
experiências.
2- O segundo ponto que desejo destacar refere-se a não obrigatoriedade de disciplinas como
artes, educação física, sociologia e filosofia. Na entrevista a professora
Carmem destaca a importância desses componentes curriculares para a formação de
nossos jovens. No vídeo também fica visível o quanto diferentes áreas do saber
são acionadas pelos professores, com o objetivo de auxiliar, como diz uma das
professoras no vídeo os jovens a usarem de forma cada vez mais qualificada seus
cérebros, nas palavras da professora: "Nós tentamos ensinar-lhes tudo
aquilo que necessitam de modo a que possam usar efetivamente os seus cérebros o
melhor que puderem incluindo educação física, artes, música tudo o que possa de
fato fazer com que o cérebro trabalhe melhor.
3- O
terceiro e último destaque refere-se a utilização de testes padronizados. Sabe-se que uma das justificativas para essa
reforma é o baixo desempenho dos estudantes em avaliações de larga- escala e
padronizadas. Como podemos observar no vídeo a Finlândia melhora sua qualidade
na educação virando as costas para esses instrumentos e ouvindo seu corpo
docente e principalmente seus alunos. Assim o índice de qualidade na Educação
não deveria ser medido apenas por avaliações que só tem produzido o rankeamento
das escolas e o aumento da precarização na Educação.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Quais são os nossos comprovantes de memória docente?
A reflexão dessa semana é provocada pela questão que intitula essa postagem, lançada na interdisciplina de "Representação do mundo pelos Estudos Sociais".
Após lermos o texto: “A fotografia como objeto e recursos de memória”, fomos convidadas a construir uma portfólio de fotografias da nossa memória docente. Confira alguns dos momentos da minha trajetória que escolhi para compor esse documento:
Após lermos o texto: “A fotografia como objeto e recursos de memória”, fomos convidadas a construir uma portfólio de fotografias da nossa memória docente. Confira alguns dos momentos da minha trajetória que escolhi para compor esse documento:
Ano de 2013- Atividade com o boneco de pano
representando o guarda de trânsito, no projeto sobre os cuidados com o trânsito
Ano de 2014- visita a uma região Quilombola com a minha turma e depois socializando no fórum do município o projeto: “Existe lápis cor de pele?”
Ano de 2015- Visita da minha cachorra Lady parte
integrante de um projeto sobre os animais
Ano de 2016- Registro do projeto: “O fusquinha cor de
rosa”, onde debatemos sobre as relações de gênero na educação infantil
Optei
construir meu portfólio de memórias docentes, registrando alguns dos projetos
desenvolvidos nos últimos anos ao longo da minha trajetória docente.
Ao
retomar essas fotografias, pude de alguma forma relembrar e reconstruir muitos
momentos vividos como professora e me dei conta como tenho me constituído
docente nessa trajetória: é no espaço da sala de aula e na minha relação com
colegas, escola e principalmente com os alunos que tenho me constituído como
professora diariamente.
Encerro essa postagem com uma citação do texto estudado sobre a importância da fotografia :
É
incontestável afirmar que a fotografia pode ser considerada um dos grandes
relicários, documento/monumento, objeto portador de memória via e própria.
Tomamos como exemplo os álbuns de família, fotos de viagens, retrato de uma
antiga namorada. Com ela reassumimos nossa condição de existência; com elas
descobrimos que podemos preservar a lembrança dos grandes momentos e das
pessoas que nos são importantes: são referências da nossa história, elas
existem para nunca deixarmos de lembrar destes momentos. (FELIZARDO,
SAMAIAN, 2007, p. 207)
Referência:
FELIZARDO, Adair; SAMAIN, Etienne. A fotografia
como objeto e recurso de memória. Discursos fotográficos. Londrina, v.3,
n.3, p.205-220, 2007. Disponível em:
<http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/view/1500/1246>
Acesso em: 20 set. 2016.
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Representação social
Essa semana na interdisciplina de Estudos sociais estudamos sobre o conceito de Representação Social.
De acordo com o texto estudado na interdisciplina, o conceito
de representação possui uma ligação ao conceito de identidade e também apresenta
uma relação com a cultura dos grupos de pertinência que iram oferecer as
possibilidade para a construção identitária.
Segundo Vasconcelos e Caetano(2014), com base nos estudos de Moscovici, a representação social apresenta duas funções principais:
1- convencionalizar: objetos, pessoas e/ou
acontecimentos.
2- prescrever condutas: decretando formas de pensar, agindo de
forma estruturante antes que comecemos a pensar.
Ainda sobre essa questão as
autoras apontam que:
[...] as
representações sociais regulam a nossa relação com os outros e orientam o nosso
comportamento. As representações intervêm ainda em processos tão variados como
a difusão e a assimilação de conhecimento, a construção de identidades pessoais
e sociais, o comportamento intra e intergrupal, as ações de resistência e de
mudança social.(VASCONCELOS E CAETANO, 2014, p.7)
Com base no estudo desse conceito comecei a refletir sobre quantas "representações sociais" exitem em nossa cultura e como elas ao fortalecerem uma identidade podem estar operando na reprodução de uma única forma de sermos alguma coisa.
Assim trago alguns exemplos, através de imagens, para que possamos refletir como essas representações sejam de um povo, de uma profissão ou de um padrão de "feminilidade" tem operado e produzido debates sobre tais questões:

Referências:
VASCONCELOS, Lícia; CAETANO, Vitor. Diálogo entre
representação social e identidade: considerações iniciais. SIMPÓSIO EDUCAÇÃO E
SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA, 9.Anais...Disponível
em:
http://www.cap.uerj.br/site/images/trabalhos_espacos_de_dialogos/13-Vasconcellos_e_Caetano.pdf>
Acesso em: 20 set. 2016
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Encantamento com o ensino de Ciências na Educação Infantil...
Na interdisciplina de Ciências fomos desafiadas a realizar algumas experiências com nossos alunos. A experiência realizada com a minha turma tem o nome: "saco que não fura".
A escolha da atividade considerou a faixa etária que atuo como professora. Trabalho com uma turma de 02 anos e de acordo com o texto: "O ensino de ciências e Educação Infantil" escrito por Russel Rosa para essa faixa etária devemos oferecer atividades em grupo e que tenham como foco o desenvolvimento da linguagem e é importante que tenha uma curto período de duração para respeitar o tempo de concentração dessa faixa etária.
Nessa atividade pude observar que os alunos, como estão desenvolvendo a linguagem não construíram muitas hipóteses sobre o motivo de não sair água, mas utilizaram da linguagem oral para descrever o que estava acontecendo. Mostraram-se também bastante curiosos e atentos.
Achei a atividade muito significativa.
Quem quiser pode conferir como foi a atividade com a minha turma pode ver no vídeo abaixo:
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Adição e subtração na Educação Infantil
No trabalho com o ensino e a
aprendizagem de números e operações, o grande desafio seria encontrar um
equilíbrio adequado entre fazer contas e justificar compreender minimamente os
procedimentos utilizados. (BITTAR, FREITAS e PAIS, 2013, p. 20)
A reflexão dessa semana é motivada pelos estudos da interdisciplina de representação do mundo pela matemática. Nessa semana estudamos as possibilidades de trabalho com as quatro operações no Ensino Fundamental. No texto estudado essa semana, os
autores apontam a importância de que o trabalho com a matemática deve
extrapolar o ensino dos números e de fazer conta, mas sempre, levando em consideração a
construção da hipótese dos alunos para a obtenção destes resultados. Ainda de
acordo com o texto é importante que o ensino de matemática tome como ponto de
partida os conhecimentos prévios das crianças, pois elas conhecem rudimentos
das operações antes de entrar na escola.
Atualmente
atuo como docente em uma turma de Educação Infantil, os alunos tem entre 2 e 3
anos de idade. Busco utilizar diariamente a matemática em nossas aulas. Uma das
atividades que contempla as operações de adição e subtração é o momento da
chamada. Temos um cartaz onde ficam ganchinhos com as fotos dos alunos. Todos
os dias retiramos e colocamos em um pote as fotos dos alunos que não vieram.
Neste momento busco explorar com os alunos o pensamento matemático através de
perguntas: - Quantos meninos vieram? E meninas? E ao todo? Quanto coleguinhas
tem na turminha? Quantos não vieram? Quantos temos hoje? Para responder as
questões os alunos utilizam a contagem das plaquinhas com as fotos dos colegas,
realizando além das operações de adição e subtração, atividades de classificação
e seriação.
A
leitura do texto me fez refletir sobre a importância do trabalho com os
conceitos matemáticos, no dia a dia da sala de aula. A partir das reflexões
propostas no texto pretendo ampliar o trabalho com tais conceitos explorando
ainda mais os conhecimentos prévios das crianças e as hipóteses que elas
utilizam para chegar nos resultados, pois como apontam os autores:
A aprendizagem matemática envolve
compreensão e também habilidade e técnica. Ou seja, não podemos banir a prática
da técnica, mas não acreditamos em técnica sem um pouco de compreensão. (BITTAR,
FREITAS e PAIS, 2013, p. 47)
Me
encaminho para a conclusão dessa breve reflexão, com as palavras dos autores
onde eles apontam a importância do trabalho com a matemática buscar uma
articulação entre: compreensão, habilidade e técnica. Assim como professores
devemos buscar contemplar tais dimensões em nosso fazer pedagógico.
Referências:
BITTAR,
Marilena. FREITAS, José Luiz Magalhães. PAIS, Luiz Carlos. Técnicas e
tecnologias no trabalho com as operações aritméticas nos Anos Iniciais do
Ensino Fundamental. SMOLE, Katia Stocco.
MUNIZ, Cristiano Alberto (org.). A
matemática em sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2013.
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