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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Experiências escolares alternativas


Este post foi inspirado pela atividade que realizamos na disciplina de história. Nessa atividade fomos incentivadas a pesquisar sobre experiências escolares alternativas. 

Para realizar essa atividade optei por pesquisar sobre a escola da ponte. Dentre os materiais pesquisados, achei muito interessante uma entrevista com o fundador da escola da ponte, José Pacheco realizada pela revista Nova Escola. Nessa entrevista José Pacheco afirma que na escola da ponte não há séries, ciclos, turmas, anos, manuais, testes e aulas. Segundo o professor os alunos de agrupam a partir de temáticas de interesse comum e desenvolvem projetos de pesquisa. Nesses projetos existem momentos de estudos individuais e coletivos. 
Outro destaque que gostaria de fazer com relação a entrevista é que José Pacheco alerta que a escola da ponte não deve ser tomada como um modelo a ser seguido, mas como nos fala Pacheco:

 " A Escola da Ponte fez o que as outras devem e podem fazer, que é produzir sínteses e não se engajar em um único padrão. Não inventamos nada. Estamos em um ponto de redundância teórica. Há muitas correntes e quem quer fazer diferente tem de ter mais interrogações do que certezas. Considero que na educação tudo já está inventado. A Escola da Ponte não é duplicável e não há, felizmente, clonagem de projetos educacionais."  

Com essa afirmação entendo que como coletivo de professores dentro das escolas, podemos e devemos nos inspirar em modelos, mas cada escola deve a partir da sua realidade pensar em projetos significativos para desenvolver nela. 

Fonte consultada: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/jose-pacheco-escola-ponte-479055.shtml

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

(Des) encantos da modernidade pedagógica (Clarisse Nunes)

Essa postagem foi motivada pela leitura do texto “(des) encantos da modernidade pedagógica" lido para a disciplina de história.
No texto a autora Clarice Nunes, vai analisar as modificações ocorridas no espaço e na organização escolar, mostrando que elas tiveram como objetivo uma reforma do espirito público.

Para realizar essas analises a autora descreve três movimentos:

1    1- Quando a casa vira escola
      2-Quando a escola simula a caserna 
      3-A escola reinventa e resiste ao moderno

A autora vai mostrar que ao encerrar os corpos de alunos e professores, em espaços fechados irá se evidenciar problemas de saúde nos professores e nos alunos. Assim será a instituição escolar que irá evidenciar a problemática da saúde pública mostrando que a doença pode atingir qualquer pessoa independente da classe social. Assim o Estado irá privilegiar suas ações como foco na saúde no espaço escolar, o que apresenta resultados concretos.

Em suas análises a autora irá mostrar que além das questões de saúde, a necessidade de controle da participação política da população de massa por meio das eleições, vai encontrar na escola pública um instrumento estratégico. 

"Qual a necessidade do herói? Qual sua função nos textos escolares? Sem dúvida, inculcar nos pequenos leitores uma forma de pensar a nacionalidade. Mas o mito do herói também está presente na atuação dos intelectuais educadores e nos projetos educativos que gestaram: seja o heroísmo épico e a vontade hercúlea de fazer a história; o heroísmo trágico e a ameaça da incompreensão, da injustiça, do desgosto, seja o heroísmo pícaro, cuja única preocupação é sobreviver. Que versão mais nos incomoda? Que versão combatemos? Quem sabe se a definição mesma da educação e do educador, ainda hoje, não se constrói na tensão dessas três expressões heroicas? " (Clarisse Nunes) 

As palavras de Clarisse Nunes nos ajudam a refletir sobre como os professores podem estar se constituindo como heróis na contemporaneidade: seja através da nossa vontade de fazer história, seja um heroísmo trágico ou o ato heroico de sobreviver. 

Encerro essa postagem com essa reflexão: Qual formato heroico os professores na contemporaneidade tem ocupado prioritariamente? 






quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A Maquinaria Escolar

"Aqui se procurará mostrar que a escola primária, enquanto forma de socialização privilegiada e lugar de passagem obrigatória para as crianças das classes populares, é uma instituição recente cujas bases administrativas e legislativas contam com um pouco mais do que um século de existência" (Julia Varela e Fernando Alvarez- Uria)

A postagem de hoje é motivada pela leitura que realizamos na disciplina de história do texto: "A maquinaria escolar" escrito pelos pesquisadores Julia Varela e Fernando Alvarez-Uria.

A partir da leitura deste, pude compreender a escola moderna como uma INVENÇÃO. Que teve sua criação a partir de um conjunto de dispositivos(definição de um estatuto da infância, emergência de um espaço físico destinado para educação das crianças, aparecimento de um corpo de especialistas, destruição de outros modos de educação, institucionalização propriamente dita da escola) e com base em um objetivo.

Ao entender que a educação escolarizada foi institucionalizada com base nesses dispositivos e com um objetivo especifico, me pergunto: Poderíamos pensar a Educação escolarizada de outros modos? Como a música do grupo Pink Floyd, que eu escolhi para abrir essa postagem nos afirma "Nós não precisamos de Educação!": será que não precisamos de Educação? Ou não precisamos de uma educação homogeneizadora e precisamos urgentemente pensar em outros modos de Educação?