segunda-feira, 27 de maio de 2019

Sobre os projetos de aprendizagem (REFLEXÃO 5)

Como nesse semestre estou realizando o estágio, tenho buscado retomar sistematicamente os estudos sobre o trabalho com projetos de aprendizagem. No dia 01 de junho de 2017 realizei uma postagem sobre os projetos de aprendizagem. Nessa postagem realizei a seguinte reflexão:


"Ao decorrer das discussões realizadas no curso tenho compreendido que o trabalho através de projetos de aprendizagem tem como um dos principais objetivos a busca de informações, conhecimentos e aprendizagens que ajudem a esclarecer indagações e inquietações da nossa turma" (Extraído da postagem realizada no dia 01 de junho de 2017) 

Tenho buscado ao longo desse primeiro mês de estágio auxiliar meus alunos na busca dessas informações construindo redes de aprendizagem. Já conversamos com a professora de ciências da nossa escola, realizamos um questionário com os alunos da escola, fizemos pesquisa com as nossas famílias e também temos planejado um passeio para o Horto Municipal ainda nessa etapa do projeto. 

Tenho observado como os alunos ao longo do desenvolvimento do projeto foram assumindo uma postura mais ativa com relação ao seu percurso formativo e que assim as aprendizagens construídas ao longo desse período estão sendo mais significativas. 

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Falando em retrocessos... (REFLEXÃO 4)

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No dia 01 de Junho de 2017 fiz uma postagem que começava com a seguinte afirmativa de Jamil Cury: "Mexer na LDBEN é abrir o campo para novos retrocessos". Nessa postagem retomei uma palestra do professor Jamil Cury sobre as trajetórias na consolidação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional que assistimos na interdisciplina de organização do ensino fundamental a assistir uma palestra com o professor 

Analisando a fala do professor na palestra destaquei em minha reflexão que:

 "segundo o professor a LDBEN é um campo de disputas e interpretações, um espaço de perdas e ganhos, sendo assim, especialmente como professores e professoras, considerando o tempo sombrio que vivemos devemos estar atentos para tais questões". (Extraído da minha postagem realizada no dia 01 de junho de 2017) 

Retomando o contexto atual da educação, ilustrado na imagem que escolhi para abrir essa postagem, fico pensando de Cury poderia imaginar os tempos sombrios que estavam por vir e os perigos que a educação pública iria enfrentar. Acredito que retomar e conhecer trabalhamos de pesquisadores como Jamil Cury torna-se cada vez mais importante, especialmente considerando o contexto atual. 





segunda-feira, 20 de maio de 2019

Uma questão que sempre volta: o PLANEJAMENTO (REFLEXÃO 3)

No dia 18 de novembro de 2017 realizei uma postagem sobre a importância do planejamento para a nossa prática pedagógica e para o bom desenvolvimento da nossa vida profissional e acadêmica. Na postagem inserir alguns vídeos que no momento compreendi como importantes para ilustrar sobre a importância do planejamento e cheguei a afirmar: 

"Acredito que com um bom planejamento podemos dar conta das diferentes demandas sem acumular muitas atividades para o final do semestre que já sabemos é um período que temos muita demanda na escola". (extraído da postagem realizada no dia 18 de novembro) 

Continuo acreditando na importância do planejamento e da organização para conseguirmos dar conta de tantas demandas profissionais e acadêmicas. Poder retomar essa postagem no dia de hoje considerando que além de realizar o estágio nesse semestre estou concluindo outras disciplinas e me encaminhando para a conclusão do curso de pedagogia foi importante para rever minhas metas, reorganizar minhas prioridades e seguir em frente... 


quinta-feira, 16 de maio de 2019

Sobre os paradigmas e as nossas práticas docentes (REFLEXÃO 2)

No dia 20 de novembro de 2017 realizei uma postagem onde apresentei algumas inquietações provocadas a partir da  leitura de um texto de Edgar Morin: " As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão" para a interdisciplina de filosofia da Educação. Afirmei nessa postagem que o texto de Morin, me fez pensar sobre várias questões acerca do nosso trabalho como professores e professoras. No texto o pesquisador destaca que todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. Assim, como educadores que trabalham com o conhecimento precisamos estar atentos aos erros e ilusões concernentes ao nosso trabalho.
Ao final da postagem interroguei: quais paradigmas tem atuado e constituído a minha prática docente? Pois se os paradigmas atuam de forma tanto subterrânea quanto soberana produzindo uma espécie de cegueira, caberia a nós educadores estar atentos aos paradigmas que constituem as nossas práticas lembrando que como aponta o autor “um paradigma pode ao mesmo tempo elucidar e cegar, revelar e ocultar. É no seu seio que se esconde o problema- chave do jogo da verdade e do erro” (MORIN, 2002, p. 27)
Hoje me encaminhando para o final da minha segunda semana de estágio percebo que estou encontrando algumas dificuldades tanto para planejar como para organizar a minha prática pedagógica com base nos projetos. Muitas vezes preciso parar e pensar quando estou planejando: quem será o protagonista dessa ação? Pois proponho algumas atividades onde busco dar liberdade aos alunos mas logo em seguida preciso voltar e realizar uma atividade onde o centro e o direcionamento voltem para minha ação.
Aos poucos tenho realizado o exercício de organizar uma aula onde os alunos possam ser protagonistas do início ao fim. Mas esta não está sendo uma tarefa fácil. 
Não é que Morin tinha razão e alguns paradigmas podem funcionar "cegando" nossa forma de ver nossa própria prática pedagógica. 



segunda-feira, 13 de maio de 2019

Sobre escolas e aulas democráticas (REFLEXÃO 1)




Realizo essa postagem em uma data bastante importante. Terminei minha primeira semana de estágio e o conceito que mais fortemente apareceu nessa minha primeira semana foi o conceito de escolas democráticas. 
Lembrei que no dia 07 de março de 2018, mais ou menos, um ano atrás, fiz uma postagem sobre esse tema aqui no blog motivada pelo documentário "Democratic Schools" produzido por Jan Gabbert em 2006 que assistimos na disciplina do seminário integrador. Nessa postagem destaquei as concepções de educação bancária e problematizadora a partir de Freire e articulei a concepção de educação problematizadora com uma escola democrática. 
Nessa semana em uma atividade do meu estágio que a princípio pode parecer bastante simples, a construção do quadro de certezas e dúvidas da nossa turma percebi o quanto o trabalho através de projetos se propõe a construção de uma pedagogia democrática.  E para tanto senti a necessidade de estudar e compreender um pouco mais sobre esse conceito. Também inseri essa discussão sobre o conceito de escola e aulas democrática no pbworks do meu estágio. 
De acordo com Michael Apple (2017) uma ação educativa democrática pressupõe que como ponto de partida para nossas propostas pedagógicas possamos interrogar sobre quem somos 'nós'. Para o pesquisador tal atitude exige "um conjunto de responsabilidades éticas, políticas e também educacionais" (APPLE, 2017, p.901). Acredito que a ação pedagógica de organizar uma proposta que parta dos interesses dos alunos e os ofereça condições de serem protagonistas nesse processo busca ir ao encontro da educação como uma ação democrática como nos propõe Apple. Outro pesquisador que tem se posicionado em defesa do ensino em prol da democracia James Beane (2017) defende que numa sala de aula democrática a questão chave é: quem tomará a decisão sobre quais assuntos serão estudados? o professor? o aluno? ou o professor e os alunos? Para Beane (2017, p. 1059) "Ensinar de modo democrático significa envolver jovens na tomada de decisões sempre que for possível, e à medida que for possível. Não importa o quanto o professor se sente restringido por diferentes exigências; dar voz aos alunos é um passo na direção democrática". 
Acredito que essa semana consegui dar esse primeiro passo na direção de uma aula democrática. O exercício de construir com os alunos o quadro de dúvidas e certezas que orientará nossas investigações foi bastante importante nesse sentido. 


APPLE, Michael. A luta pela democracia na educação crítica. Revista e- curriculum, v. 15, n.4, p. 894-926. São Paulo, out/dez, 2017. 

BEANE, James. Ensinar em prol da democracia. Revista e- curriculum, v. 15, n. 4, p. 1050-1080. São paulo, out/ dez, 2017. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A relação entre o sistema de desenho e o sistema de escrita (CONCEPÇÃO 10)

O exercício realizado nesse semestre de retomar algumas das concepções que tínhamos ao ingressar no curso e poder revisita-las nesse semestre tem se constituído como um exercício extremamente importante que tem me ajudado a olhar para o meu percurso e perceber quantas aprendizagens forma construídas. Escolho para encerrar os destaques de 10 concepções a relação entre desenho e escrita. Lembro que quando iniciei o curso compreendia os processos de escrever e desenhar como ações distas e que possuíam pouca ligação. Porém a partir do estudo do texto: Ver, Criar, compreender escrito pela professora Analice Dutra Pillar pude repensar essa relação. Nas palavras da pesquisadora:

“O desenho começa como uma escrita e a escrita como um desenho”. 

Para sustentar tal afirmação Pillar  enfoca algumas relações entre os processos de desenho e de escrita. Para estabelecer essa relação ela toma como base as estratégias de representação construídas pelas crianças para se apropriarem desses sistemas. A autora apresenta no texto os estágios do desenho infantil a partir de Luquet que seriam: 1- Realismo Fortuito: A criança faz marcas na superfície pelo prazer visual. 2- Desenho voluntário: Tem intenção de representar o seu meio através do desenho. 3- Incapacidade sintética: Constrói formas diferenciadas para cada categoria de objetos. 4- Realismo Intelectual: criança procura se expressar de forma mais ampla e rica. 5- Realismo visual: criança busca desenhar o que percebe visualmente dos objetos. Após a criança diferenciar as marcas gráficas da escrita e da leitura ela começa a desenvolver ambos os sistemas, esse estágio é denominado pela autora a partir dos estudos de Emília Ferreiro como nível pré- silábico onde a criança inicialmente utiliza grafismos primitivos e depois começa a construir hipóteses relativas a: quantidade de letras, repertório e posição que ocupam. O próximo estágio seria o nível- silábico onde a criança estabelece uma relação entre a escrita e a pronuncia de palavras. Depois seria o nível silábico- alfabético onde a criança ao entrar em conflito com a hipótese silábico começa a compreender que precisa utilizar mais letras (estágio de transição). No nível alfabético a criança abandonaria o nível silábico e começaria a escrever um grafema para cada fonema.

A escola e suas engrenagens (CONCEPÇÃO 9)

Um dos primeiros textos estudados no curso de Pedagogia e cuja discussão e estudo me fez repensar a escola e suas funções foi o texto "A maquinaria escolar" escrito pelos pesquisadores Julia Varela e Fernando Alvarez-Uria. O texto ao reconstruir um pouco da história da instituição escolar mostra que:

"Aqui se procurará mostrar que a escola primária, enquanto forma de socialização privilegiada e lugar de passagem obrigatória para as crianças das classes populares, é uma instituição recente cujas bases administrativas e legislativas contam com um pouco mais do que um século de existência" (Julia Varela e Fernando Alvarez- Uria)

A partir da leitura deste, pude compreender a escola moderna como uma INVENÇÃO. Que teve sua criação a partir de um conjunto de dispositivos(definição de um estatuto da infância, emergência de um espaço físico destinado para educação das crianças, aparecimento de um corpo de especialistas, destruição de outros modos de educação, institucionalização propriamente dita da escola) e com base em um objetivo.

Ao entender que a educação escolarizada foi institucionalizada com base nesses dispositivos e com um objetivo especifico, me pergunto: Poderíamos pensar a Educação escolarizada de outros modos?

Ao longo do curso muitas questões me fizeram repensar a instituição escolar e ao longo dessa postagens algumas delas forma revisitas como: o lugar da infância, o professor reflexivo, o trabalho com projetos de aprendizagem e o uso de tecnologias. Todas essas mudanças podem nos ajudar a recriar a escola como uma instituição que olha para todos os alunos e os ajuda a avançar em seus conhecimentos sem para isso precisar apagar a sua singularidade.