segunda-feira, 28 de março de 2016

Pensamento crítico X Pensamento dialógico

Nessa semana continuamos debatendo e estudando sobre como qualificar nossas postagens em nossos portfólios.

Uma das discussões suscitadas em aula e que me despertou bastante interesse refere-se ao pensamento crítico e o pensamento dialógico. 

Segundo a discussão realizada em aula o pensamento crítico é aquele que permite o diálogo, na medida em que estabelece regras comuns para justificar o que é dito. Em contrapartida o pensamento dialógico é um pensamento que não permite o diálogo, ele seria um monólogo. 

Também estudamos a estrutura de um argumento, que deve ser construído a partir de duas partes básicas:  

1- PREMISSA - Aquilo que justifica a conclusão.

A premissa significa a proposição, o conteúdo, às informações essenciais que servem de base para um raciocínio e que levará a uma conclusão.

2- CONCLUSÃO- Aquilo que se quer justificar. 

A conclusão, é o que desejamos argumentar, a partir do que foi exposto na premissa, podemos argumentar no sentido de concluir nossas afirmações e também realizar uma pequena reflexão a partir do que foi dito/escrito. 

Após tantas reflexões importantes para qualificar nossas postagens, lembrei de uma citação do professor Paulo Freire, onde ele fala da importância da curiosidade, pois seria esse sentimento segundo o autor que nos moveria em busca do conhecimento. Assim encerro essa postagem com a reflexão de Paulo Freire, lembrando da importância de cultivarmos nossas curiosidades para qualificarmos ainda mais o nosso processo de formação.






quarta-feira, 23 de março de 2016

Nessa semana continuamos nossas reflexões sobre como construir uma postagem de qualidade. Para podermos seguir qualificando discutimos sobre alguns elementos bem interessantes que gostaria de compartilhar com vocês.

O primeiro elemento destacado tem relação com os objetivos da postagem, que devem ser adequados aos objetivos do portfólio.  As postagens podem contemplar diferentes propostas como: aprendizagens realizadas, práticas do dia a dia na escola, modificações nas práticas do nosso cotidiano, angústias relacionadas ao curso...

O segundo elemento diz respeito ao caráter da postagem que pode ser descritivo de uma situação e/ou reproduzir ideias extraídas das teorias estudadas. As postagens mais qualificadas são as que conseguem realizar uma articulação entre a nossa prática como docentes e as teorizações que estudamos no curso.

O terceiro elemento fala da importância de sempre justificar nossas afirmações com base em elementos e evidências, para fugirmos de um pensamento dogmático e nos aproximarmos de um pensamento crítico.

O quarto elemento discute a importância de nossas postagens examinarem ou analisarem fundamentos e razões do fenômeno sobre o qual a postagem se dirige. Também faz menção a sempre buscar uma coerência dentro do próprio texto e se tivermos podemos destacar questionamentos ou alguma tomada de consciência ocorrida a partir de uma aprendizagem do curso.

O quinto e último elemento apresenta a importância de nossa postagem apresentar argumentos e evidências do que estamos afirmando. Assim devemos apresentar informações para que o nosso leitor compreenda a argumentação que estamos propondo.

Discutir nessa aula, sobre esses elementos foi bastante significativo para qualificar as minhas postagens. Essa síntese me parece bastante produtiva para que possamos seguir qualificando nossas produções.

domingo, 20 de março de 2016

Sobre o desafio de escrever...




Essa postagem é motivada pela discussão realizada na nossa primeira aula de Seminário Integrador III. Nessa aula tivemos a oportunidade de discutir sobre as nossas postagens realizadas em nossos Blogs- Portfólios.

A discussão estabelecida entre as colegas foi bastante interessante e produtiva e conseguimos estabelecer alguns critérios, que tinham como objetivo poder qualificar nossas postagens. Foi interessante perceber o quanto à opinião das colegas foram bastante distintas e como para nós torna-se difícil realizar uma discussão do que seria uma "boa" ou uma "má" postagem descolada do processo de avaliação.

Em vários momentos a discussão pareceu mais centrada na "nota" ou "conceito" com relação à postagem, do que propriamente uma reflexão dos critérios sobre a escrita. Podemos perceber o quanto uma herança de um sistema de avaliação, ainda colado em notas e conceitos é bastante forte para nós professoras. (Importante destacar que escrevo nós, pois também me peguei em vários momentos da discussão refletindo dentro dessa lógica).

Assim para qualificar a discussão estabelecida em aula, lembrei de um texto que tem me ajudado a refletir sobre como qualificar nossas produções escritas. O texto intitulado Anotações sobre a escrita (Alfredo Veiga-Neto), faz uma reflexão pertinente com base em três critérios: autoria, pertinência e critérios básicos para a qualificação de um projeto de pesquisa.

Sobre a questão da autoria , Alfredo Veiga-Neto problematiza:  o uso da primeira pessoa no plural(no caso de textos com apenas um autor); uso do sujeito indeterminado; frases com o pronome na terceira pessoa do singular. Com relação a pertinência o texto reflete sobre a importância da escolha no foco do texto, com relação a escolha dos teóricos que escolheremos para apoiar nossas reflexões e com relação a escolha e a descrição metodológica de nossas produções. Por último o autor apresenta a sigla: RIR, que corresponde aos critérios para qualificação de um trabalho: relevância, ineditismo e realizabilidade.

Mesmo compreendendo que a discussão proposta no âmbito do texto citado, se refere a pesquisas acredito que os critérios apontados podem nos ajudar à refletir e qualificar nosso processo de escrita.

Termino então com as palavras de Veiga-Neto(2014, p.72):

"Alertar sobre as dificuldades não deve ser entendido como um desestímulo às tarefas que cada um tem à sua frente; ao contrário, as dicas servem para mostrar que nossas expectativas acerca do tempo e das reais condições disponíveis em geral são subestimativas otimistas"  

terça-feira, 15 de março de 2016


Depois desse período de descanso, amanhã voltamos às aulas!

Foi bom poder parar um pouquinho e recarregar às baterias, mas agora estou ansiosa para poder rever os colegas, professores e tutores.

Sinto que essa sensação deve ser muito parecida com à que nossos alunos sentem, um misto de frio na barriga, alegria, ansiedade e curiosidade!

Desejo que esse semestre seja repleto de aprendizagens como foi o anterior, e mais uma vez utilizarei esse espaço para registrar minha trajetória no curso de Pedagogia.

Abraços

Renata

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Férias: descanso, reflexão e organização


Bom passado o primeiro semestre do curso de Pedagogia, quero registrar minha alegria por poder realizar esse sonho.
Foi um semestre bastante intenso e em alguns momentos cheguei a pensar que não conseguiria dar conta de todas as atividades propostas.
Mas com uma dose de organização e um pouco de disciplina, consegui terminar todas as atividades propostas nas interdisciplinas e passei pelo workshop, após o nervosismo, sinto que essa foi mais uma experiencia gratificante e repleta de aprendizagens nessa trajetória que começo a percorrer.

Agradeço a todas as colegas, professoras e professores e tutores pelo carinho e pela acolhida.

Agora vou aproveitar as férias, pois ninguém é de ferro, né? Mas ano que vem retorno para o blog, com muitas novidades e aprendizagens.

Abraços carinhosos

Renata

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Filme: "A onda": Transferência e desejo de saber



A postagem de hoje como vocês devem estar imaginando será com base no filme: A onda.
Assistimos esse filme na disciplina de Psicologia e realizamos uma análise a partir dos conceitos estudados.
O filme nos ajuda a refletir sobre a responsabilidade que temos como professores e professoras, e o quanto nossos alunos depositam confiança em nossos ensinamentos.

Gostaria então de realizar uma reflexão sobe o filme tendo como base dois conceitos estudados na disciplina: Transferência e desejo de saber.
Uma das autoras estudadas na disciplina foi Kupfer(Livro: Freud e educação). A autora a partir dos escritos de Freud mostra que o fenômeno da transferência pode ocorrer em qualquer relação humana. Segundo a autora Freud se debruçou sobre a relação: analista-paciente, mas o autor também fala da relação professor-aluno. O que nos autoriza a utilizar esse conceito para pensar a Educação. No filme os jovens em diversos momentos transferem sentimentos que vivenciam em suas famílias para a relação com o professor. É quando ocorre essa transferência que o professor começa a exercer de forma mais efetiva uma relação de poder sobre esses alunos.
O segundo conceito é o desejo de saber, pois ele possui uma relação intrínseca  com o conceito de transferência. Segundo Kupfer: "[...] a transferência se produz quando o desejo de saber do aluno se aferra a um elemento particular, que é a pessoa do professor"(p.91). No inicio do filme os alunos que se inscreveram para o projeto sobre os regimes totalitários, eram alunos que não tinham desejo de saber. O professor ao despertar esse desejo nos alunos, consegue estabelecer uma relação com estes e então ensinar. 
O filme tem uma final bastante trágico, e nos ajuda a pensar o quanto esses conceitos são potentes para refletirmos sobre nosso trabalho docente, e principalmente sobre quais são as possibilidades e os limites dessa relação.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Papel das expectativas dos professores sobre os alunos


“No entanto, considerar a alfabetização como construção de conhecimento em lugar de simples acúmulo de informação não significa assumir uma posição espontaneísta no que se refere ao ensino. Muito pelo contrário: uma abordagem psicogenética da alfabetização aumenta a responsabilidade da escola, em vez de diminuí-la." 
Telma Weisz 



A reflexão que desejo fazer hoje é a partir da disciplina de alfabetização. Na entrevista que escolhi para abrir essa postagem, a professora Emília Ferreiro vai falar sobre a importância do professor acreditar e investir na capacidade de seus alunos aprenderem, pois caso o professor parta da incapacidade do aluno em aprender, possivelmente essa "profecia" ira tornar-se realidade.
A citação da professora Telma Weisz(que está logo abaixo do vídeo), vai ao encontro do que Ferreiro nos diz na entrevista, enfatizando a responsabilidade do professor no processo de alfabetização.
Segundo Weisz, compreender a alfabetização como construção do conhecimento, não significa retirar a responsabilidade do professor e da escola com relação ao ato de ensinar. Assim a autora busca deixar claro que o processo de alfabetização em uma compreensão psicogenética exige planejamento das ações docentes com objetivos específicos voltados para o processo de construção do conhecimento voltado para alfabetização. Negando assim uma visão espontaneísta (ou de vale tudo) com relação ao trabalho na sala de aula.