Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento e aprendizagem sob o enfoque da Psicologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento e aprendizagem sob o enfoque da Psicologia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Piaget e os estágios de desenvolvimento

Nessa semana gostaria de comentar sobre os estudos realizados na interdisciplina de desenvolvimento e aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II. Nas atividades da interdisciplina estamos sendo desafiadas a estudar e aprofundar nossos conhecimentos sobre a teoria piagetina. Um dos textos que estudamos sobre os estágios de desenvolvimento intelectual da criança e do adolescente Piaget  descreve cuidadosamente como o conceito de estágio deve ser compreendido na sua teoria. 
Acredito que será a partir de uma delimitação bem definida do conceito de estágios que o autor irá desenvolver sua teoria sobre o desenvolvimento cognitivo. Para Piaget a noção de estágio deverá respeitar 05 pressupostos, o primeiro consiste em considerar que eles devem respeitar uma ordem de sucessão e aquisição que será constante, assim a aprendizagem dependerá das experiências anteriores do sujeito e do meio social. O segundo refere-se ao que o pesquisador denominou como caráter integrativo, ou seja, as estruturas construídas numa idade se tornarão partes integrantes das estruturas na idade seguinte. O terceiro pressuposto consiste na estrutura de conjunto, cada estágio contemplará uma série de habilidades. O quarto é que será necessário considerar que cada estágio comporta um nível de preparação e um nível de acabamento. E o quinto é que existem diversos graus de estabilidade no nível de acabamento. 
Após essa descrição o autor irá então descrever o período da inteligência sensório- motor que será o primeiro período e se estenderá do nascimento até o aparecimento da linguagem, que o autor subdivide em seis estágios: 1- exercícios de reflexo (até 1 mês) 2- primeiros hábitos ( 1 até 4 meses e meio) 3- Coordenação da visão e preensão ( 4 meses e meio a 8- 9 meses) 4- Coordenação dos esquemas secundários (até 11- 12 meses) 5- diferenciação de esquemas de ação por reação circular terciária (até 18 meses) 6- Começo da interiorização dos esquemas e solução de alguns problemas (até 24 meses). O autor também descreve o período de preparação das operações concretas de classes, relações e número que se estenderia dos 2 anos até os 12 anos e estaria dividido em dois subperíodos: 1- Representações pré- operatórias 2- Operações concretas. E o terceiro e último período das operações formais. 
Referências: 
PIAGET, Jean. A epistemologia genética: Sabedoria e ilusões da filosofia. São Paulo: Abril cultura, 1983. 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Escola: laboratório ou auditório?


     Abro a postagem de hoje com o vídeo do professor Fernando Becker onde ele convida aos professores a refletirem sobre suas práticas pedagógicas a partir de uma provocação: "Menos auditório, mais laboratório". 
    O pesquisador e professor Fernando Becker é considerado um destaque na área de Educação no Brasil. O professor tem se dedicado a dois importantes pensadores para o campo educacional: Paulo Freire e Jean Piaget. O professor nesse vídeo defende a escola e a aula como laboratório e não auditório. Pois, enquanto no auditório apenas se transmite o que já se sabe. No laboratório ao contrário, lá se exerce a intuição e a experimentação. Assim o aluno não é concebido como um receptáculo de conhecimentos mas produtor ativo do seu processo de aprendizagem.      De acordo com o professor a escola tradicionalmente tem utilizado dois verbos: copiar e repetir. Ao revistar as obras de Freire e Piaget o professor nos oferece outros verbos para pensar a Educação como: interagir, indagar, experimentar, testar, sentir, cooperar, descobrir, ultrapassar. Enquanto a sala de aula como auditório tende a banalizar as metodologias cientificas pois desconhece como as ciências produzem conhecimentos novos. A sala de aula como laboratório parte da ação do sujeito, não uma ação comandada, mas uma ação espontânea.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O que é aprendizagem e como aprendemos?

Resultado de imagem para aprendizagem

Essa semana quero fazer algumas reflexões sobre o que temos estudado na interdisciplina de Desenvolvimento e aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II.
Na primeira semana estudamos um texto muito importante que nos ajudou a compreender como diferentes campos teóricos e epistemológicos tem construído nossa compreensão acerca de como compreendemos a aprendizagem e os processos de aprender.

Para Fernando Becker e Tania Marques três grandes campos epistemológicos tem explicado historicamente nossas concepções acerca do que é aprender.

O primeiro campo apresentado pelos pesquisadores refere-se a concepção gestaltista de aprendizagem onde circularia uma compreensão de que os novos conhecimentos nasceriam de estruturas instantâneas de percepção ou insight.

O segundo campo teria relação com a teoria do reforço, onde acredita-se que a aprendizagem ocorre a partir da repetição de um modelo que se impõe a ele como estímulo.
O terceiro campo seria o da Psicologia e Epistemologias genéticas onde qualquer conquista do indivíduo dever-se-ia exclusivamente a sua ação. 

Para concluir os autores apontam que o processo de aprendizagem estaria ligado radicalmente ao processo de desenvolvimento, ocorrendo assim de patamar e patamar. Sendo assim caberia ao professor: “estar atento aos conceitos espontâneos trazidos pelo aluno, ouvindo sua fala e interpretando seus erros. A fecundidade dos desafios do professor depende, para começar, dessa sua capacidade”.

Referências

BECKER, Fernando. MARQUES, Tania Beatriz. Aprendizagem humana: processo de construção. In: Pátio. Revista Pedagógica. Ano IV, Nº. 15, p.58-61, nov. 2000/jan. 2001